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Abscesso Cerebral: Aspiração Estereotáxica Vs. Excisão Cirúrgica Aberta

Luisa Murakami De Assis, Natália Barreto, Sthefanie Hassuike Brunetti

Nursing Edição Brasileira · 2026

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Worum geht es in dieser Arbeit?

O abscesso cerebral constitui uma infecção focal purulenta e potencialmente fatal do parênquima encefálico, caracterizada histologicamente por uma área de necrose liquefativa central envolta por uma cápsula colágena vascularizada. Apesar dos avanços significativos na terapia antimicrobiana de amplo espectro e no refinamento das técnicas de neuroimagem, esta condição de alta gravidade clínica ainda cursa com expressivas taxas de morbidade neurológica crônica e mortalidade proporcional se não diagnosticada e manejada de forma célere e precisa. Historicamente, o esvaziamento cirúrgico mecânico estabelece-se como o pilar terapêutico indispensável para reduzir a pressão de massa intracraniana, coletar amostras biológicas para identificação bacteriológica direta e acelerar a resolução da infecção. Diante da coexistência de abordagens cirúrgicas distintas e da necessidade de balizar as melhores diretrizes operatórias no cenário nacional, o objetivo desta revisão sistemática de literatura foi avaliar e comparar a eficácia, a segurança e os desfechos neurológicos da aspiração estereotáxica minimamente invasiva em relação à excisão cirúrgica aberta por craniotomia no manejo do abscesso cerebral, mapeando as evidências científicas publicadas no Brasil. A busca de dados foi conduzida de forma estruturada nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, identificando ensaios clínicos, estudos de coorte e consensos de sociedades médicas brasileiras. Os resultados demonstraram que a aspiração estereotáxica minimamente invasiva destaca-se pela alta precisão e baixas taxas de morbidade operatória em lesões profundas, localizadas em áreas eloquentes ou em pacientes com alto risco cirúrgico sistêmico, permitindo o alívio imediato da hipertensão intracraniana. Por outro lado, a excisão cirúrgica aberta por craniotomia revelou-se superior no controle definitivo de abscessos volumosos superficiais, multiloculados ou de consistência fúngica, exibindo menores taxas de reintervenção secundária ao custo de maior morbidade e tempo de internação. Conclui-se que a seleção da estratégia cirúrgica ideal deve ser estritamente individualizada, considerando a localização espacial, o volume, a quantidade de cavidades infecciosas e as comorbidades do paciente, sendo o tratamento multimodal personalizado a diretriz padrão de escolha no cenário neurocirúrgico brasileiro.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Luisa Murakami De Assis, Natália Barreto, Sthefanie Hassuike Brunetti
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
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Luisa Murakami De Assis, Natália Barreto, Sthefanie Hassuike Brunetti (2026). Abscesso Cerebral: Aspiração Estereotáxica Vs. Excisão Cirúrgica Aberta. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p16151-16155
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