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CHOQUE HEMORRÁGICO TRAUMÁTICO: FISIOPATOLOGIA, AVALIAÇÃO E ESTRATÉGIAS CONTEMPORÂNEAS DE RESSUSCITAÇÃO E CONTROLE DA HEMORRAGIA

Arthur Pizzolatti Zapelini, Maria Rafaela Amaral Raposo, Ana Luiza Galdino Figueiredo, Gustavo Rodrigues Correa Netto, Luís Henrique Hoffmann

International Journal of Health Management Review · 2026

Vollständiger Abstract

Worum geht es in dieser Arbeit?

O choque hemorrágico traumático representa uma das principais causas evitáveis de mortalidade após trauma grave, resultando da perda sanguínea significativa e da consequente redução do retorno venoso, do débito cardíaco e da oferta de oxigênio aos tecidos. A progressão da hipovolemia desencadeia mecanismos compensatórios neuro-hormonais, inicialmente caracterizados por taquicardia, vasoconstrição e redistribuição do fluxo sanguíneo, porém a persistência da hemorragia favorece hipoperfusão, disfunção microcirculatória, acidose metabólica, hipotermia e coagulopatia induzida pelo trauma. Além disso, alterações endoteliais, inflamatórias e mitocondriais contribuem para a manutenção da lesão celular e podem culminar em disfunção orgânica múltipla. A avaliação inicial deve ser sistematizada, com identificação rápida da hemorragia e análise integrada de parâmetros clínicos, hemodinâmicos e laboratoriais. Pressão arterial, frequência cardíaca, índice de choque, perfusão periférica, nível de consciência, débito urinário, lactato, déficit de base e parâmetros de coagulação auxiliam na estratificação da gravidade e na monitorização da resposta à ressuscitação, embora nenhum marcador isolado seja suficiente. As estratégias contemporâneas priorizam a damage control resuscitation, com controle precoce da hemorragia, utilização racional de cristaloides e administração equilibrada de hemocomponentes ou sangue total. A ressuscitação hipotensiva pode ser considerada em pacientes selecionados, enquanto ácido tranexâmico, técnicas endovasculares e terapias adjuvantes complementam o tratamento. O controle definitivo do sangramento pode envolver cirurgia, tamponamento, embolização arterial e, em situações específicas, REBOA. A abordagem atual, portanto, fundamenta-se na integração entre reconhecimento precoce, ressuscitação fisiologicamente orientada e hemostasia rápida, com perspectivas futuras voltadas à individualização terapêutica, modulação imunológica e preservação da função mitocondrial.

Bibliografischer Nachweis

Publikationsdaten

Autor:innen
Arthur Pizzolatti Zapelini, Maria Rafaela Amaral Raposo, Ana Luiza Galdino Figueiredo, Gustavo Rodrigues Correa Netto, Luís Henrique Hoffmann
Quelle
International Journal of Health Management Review
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2526-1606, 2526-1606
Zitationen
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Arthur Pizzolatti Zapelini, Maria Rafaela Amaral Raposo, Ana Luiza Galdino Figueiredo, Gustavo Rodrigues Correa Netto, Luís Henrique Hoffmann (2026). CHOQUE HEMORRÁGICO TRAUMÁTICO: FISIOPATOLOGIA, AVALIAÇÃO E ESTRATÉGIAS CONTEMPORÂNEAS DE RESSUSCITAÇÃO E CONTROLE DA HEMORRAGIA. International Journal of Health Management Review. https://doi.org/10.47172/ijhmreview.v12i3.611
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