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Novos imunobiológicos na dermatite atópica: estamos entrando em uma nova era terapêutica?

Caroline Teruszkin Wiedermann, Maria Luiza Corrêa Sebba, Júlia Rodrigues Saldanha de Menezes, Yohanna Braga Pinto Queiroz Vianna, Helena Hudson Brandão, Valentina Leite Badaró Braga, Maria Clara Carvalho Guimarães

Brazilian Journal of Health Review · 2026

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Introdução: A dermatite atópica é uma doença inflamatória cutânea crônica, recorrente e heterogênea, caracterizada por alterações da barreira epidérmica, prurido intenso e importante comprometimento da qualidade de vida. Nos casos moderados a graves, os tratamentos sistêmicos convencionais, embora eficazes, apresentam limitações relacionadas à toxicidade cumulativa e à necessidade de monitorização clínica e laboratorial, o que impulsionou o desenvolvimento de imunobiológicos direcionados a vias específicas da imunopatogênese da doença. Este estudo objetivou revisar as evidências científicas disponíveis sobre os imunobiológicos utilizados ou em investigação para o tratamento da dermatite atópica moderada a grave, considerando mecanismos de ação, eficácia, segurança e limitações. Metodologia: Trata-se de revisão descritiva da literatura realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS, incluindo publicações em português e inglês entre 2021 e 2026. Foram considerados ensaios clínicos, estudos observacionais e de extensão, revisões sistemáticas, metanálises, diretrizes e consensos que avaliassem imunobiológicos aprovados ou em investigação clínica relevante. Resultados: Os principais agentes identificados foram dupilumabe, tralokinumabe, lebrikizumabe, nemolizumabe, rocatinlimabe e amlitelimabe, dirigidos às vias IL-4/IL-13, IL-13, IL-31RA e OX40/OX40L. Em geral, apresentaram eficácia superior ao placebo na redução da gravidade das lesões, do prurido e do prejuízo à qualidade de vida, com evidências mais consolidadas para o dupilumabe, benefício antipruriginoso particularmente expressivo para o nemolizumabe e atividade clínica dos agentes direcionados ao eixo OX40/OX40L, embora os programas de desenvolvimento do rocatinlimabe e do amlitelimabe para dermatite atópica tenham sido descontinuados em 2026. Discussão: O perfil de segurança foi globalmente favorável, com predomínio de eventos adversos leves ou moderados, como reações no local da aplicação, nasofaringite e conjuntivite, e baixa ocorrência de eventos graves. Conclusão: Os imunobiológicos representam uma nova era terapêutica no manejo da dermatite atópica, marcada por tratamentos mais seletivos e potencialmente individualizados; contudo, custos elevados, desigualdade de acesso, resposta variável, ausência de comparações diretas e necessidade de dados de longo prazo ainda limitam sua plena consolidação.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Caroline Teruszkin Wiedermann, Maria Luiza Corrêa Sebba, Júlia Rodrigues Saldanha de Menezes, Yohanna Braga Pinto Queiroz Vianna, Helena Hudson Brandão, Valentina Leite Badaró Braga, Maria Clara Carvalho Guimarães
Quelle
Brazilian Journal of Health Review
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2595-6825
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Caroline Teruszkin Wiedermann, Maria Luiza Corrêa Sebba, Júlia Rodrigues Saldanha de Menezes, Yohanna Braga Pinto Queiroz Vianna, Helena Hudson Brandão, Valentina Leite Badaró Braga, Maria Clara Carvalho Guimarães (2026). Novos imunobiológicos na dermatite atópica: estamos entrando em uma nova era terapêutica?. Brazilian Journal of Health Review. https://doi.org/10.34119/bjhrv9n4-112
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