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Introdução: O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade adquirida no mundo, exigindo diagnóstico ágil e intervenções imediatas de recanalização vascular tempo- e tecido-dependentes. Objetivo: Sintetizar as evidências científicas contemporâneas sobre a avaliação diagnóstica inicial, a seleção por neuroimagem multimodal, os critérios de elegibilidade para terapias de reperfusão (química e mecânica) e o manejo agudo do AVCI no departamento de emergência. Material e Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada a partir de buscas estruturadas nas bases PubMed/MEDLINE, Embase, Cochrane Library e SciELO/LILACS com descritores controlados (como Ischemic Stroke, Thrombolytic Therapy, Mechanical Thrombectomy e Emergency Medical Services), fundamentada nos principais ensaios clínicos randomizados multicêntricos de fase 3 da fase hiperaguda. Resultados: A trombólise intravenosa com alteplase nas janelas de 0 a 3 horas (estudo NINDS; OR global = 1,7) e de 3 a 4,5 horas (ECASS III; OR = 1,34) reduz a incapacidade funcional aos 90 dias sem aumentar a mortalidade. No AVC com tempo de início indeterminado, a triagem por ressonância magnética com discordância DWI-FLAIR comprova a segurança e eficácia do alteplase (WAKE-UP; aOR = 1,61), enquanto o tenecteplase em bolus único pré-trombectomia demonstrou maior taxa de reperfusão inicial (22% vs. 10%) e melhor recuperação funcional em comparação ao alteplase (EXTEND-IA TNK). Nas oclusões proximais da circulação anterior, a trombectomia mecânica com stents recuperadores aumenta expressivamente a independência funcional em janelas de até 6 a 12 horas (MR CLEAN, aOR = 1,67; ESCAPE, 53,0% vs. 29,3% e redução de mortalidade) e em janelas estendidas de 6 a 24 horas guiadas por tomografia ou ressonância de perfusão e discordância clínico-radiológica (DAWN, 49% vs. 13% de independência; DEFUSE 3, 45% vs. 17%). Conclusão: O manejo contemporâneo do AVCI na emergência consolidou o modelo de janela tecidual, no qual a integração de protocolos de neuroimagem avançada, a otimização dos fluxos de atendimento porta-agulha e porta-virilha e a indicação criteriosa de trombólise e trombectomia maximizam a preservação da penumbra isquêmica e o restabelecimento funcional do paciente.
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Publikationsdaten
- Autor:innen
- Ana Beatriz Carreira Favano, Gabriele Andrade Batista, João Pedro Martins Da Silva, Mariana Braz Lourenço, Giovanna Lourenço Pereira, Giovanna Nascimento Ribeiro, Erika Barros Teixeira da Cruz, Emily Barros Teixeira De Lima, Fabricio Fazolari Di Loreto, Tarik Verissimo de Medeiros Ether, Antonio da Silva Ribeiro, Thayane Soares Ritti, Igor Barreto Batista De Queiroz, Jéssica Francis de Carvalho Queiroz, Guilherme Stival Candido, Gustavo Souto Da Silva
- Quelle
- Brazilian Journal of One Health
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
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- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 3085-6337
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Ana Beatriz Carreira Favano, Gabriele Andrade Batista, João Pedro Martins Da Silva, Mariana Braz Lourenço, Giovanna Lourenço Pereira, Giovanna Nascimento Ribeiro, Erika Barros Teixeira da Cruz, Emily Barros Teixeira De Lima, Fabricio Fazolari Di Loreto, Tarik Verissimo de Medeiros Ether, Antonio da Silva Ribeiro, Thayane Soares Ritti, Igor Barreto Batista De Queiroz, Jéssica Francis de Carvalho Queiroz, Guilherme Stival Candido, Gustavo Souto Da Silva (2026). Manejo prático do AVC isquêmico na emergência: Do diagnóstico à terapia de reperfusão. Brazilian Journal of One Health. https://doi.org/10.70164/bjoh.v3i3.296
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